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Recife, 22 de outubro de 2017

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11 de agosto de 2017

Cordas de porto, laços de amor

Foto: Da esquerda para direita: Sebastião Félix, Sebastião Félix Filho e os netos Beatriz e Diego Lima. Cordas de porto, laços de amor

Pelo cais do Porto do Recife escoam cargas para abastecer a vida comercial da cidade e no meio da dinâmica de embarque e desembarque, a vida dos próprios trabalhadores se constrói, muitas vezes, através das gerações. Lembranças e profissão compartilhadas entre pais, filhos e netos compõem as histórias de Sebastião, Marceli, Carlos, Durval e tantos outros trabalhadores cujas vidas estão atreladas ao balanço do mar.

No momento de recordar os tempos de infância, qual a memória mais marcante que uma criança pode ter? Para Marceli Cavalcanti foi conhecer um submarino. “Eu ainda lembro claramente da visita. Foi meu avô que me levou lá. A embarcação era preta e eu fiquei simplesmente encantada”, relata. O avô dela, Fernando Cavalcanti, 86 anos, trabalha desde jovem com operações portuárias e hoje divide as atividades da empresa da qual é proprietário – e que presta serviços ao Porto do Recife - com Marceli e o filho, Marcos Cavalcanti. “O porto é a minha vida e fico mais do que feliz em ver que minha neta e meu filho compartilham comigo dessa paixão”, pontua.

A relação entre cargas e navios também faz parte do cotidiano da família de Sebastião Félix (78). Hoje aposentado, ele operou guindastes por “25 anos, 8 meses e 8 dias”, como gosta de frisar. Das lembranças que traz, relata a alegria de ver a chegada dos navios que podiam vir de portos de todo o mundo. O encanto era tanto que deu o nome de embarcações para seis dos sete filhos: Lenonecher, Mageson, Begederlinda, Magdalena, Janeclay e Beangela Lima. Apenas o mais velho, Sebastião Félix Filho (54), fugiu dessa tradição, porém manteve outra: trabalha há 30 anos como operador de guindastes no Porto do Recife; mesmo cargo do pai.  

Nos relatos entre os dois surgem recordações de anos atrás. “Quando eu era adolescente vinha ao Porto do Recife ver meu pai trabalhar e era incrível como ele conseguia operar aquelas máquinas enormes. Hoje sou eu que consigo fazer isso com facilidade”, relata Sebastião Filho. O pai completa a fala: “o que fica na minha memória é que a minha geração, a geração do meu filho e até dos meus netos [em referência a Beatriz e Diego Lima, os quais estagiaram no Porto] convivem com o cais”.

Conhecer pessoas de diferentes partes do mundo é outra rotina dentro do Porto. Essa é a memória relatada por Durval Ribeiro, inspetor, operador e sócio do pai, Divaldo Ribeiro (74), numa empresa de serviços relacionados à movimentação portuária. “A época das férias era incrível porque eu visitava o cais e era meio que uma aventura. Meu pai me levava para conhecer os capitães dos navios, eu brincava com os filhos deles e dava até para aprender outro idioma”, conta em meio a risadas. O carinho pelas atividades junto ao mar incentivou pai e filho a trabalharem juntos. “Eu ensinei tudo que podia sobre portos ao meu filho e ele aprendeu bem”, enfatiza Divaldo.

O vínculo com o mar através de gerações existe até quando os envolvidos não seguem a mesma carreira, mas compartilham recordações. Com 42 anos de serviço no Porto do Recife, o então presidente Carlos Vilar (71) lembra quando trazia os filhos – o que se repete atualmente com os netos – para ver os grandes cargueiros ou navios de turistas atracados no cais. Além disso, ele destaca outro ponto: “o Porto surgiu na minha vida no mesmo momento em que me tornei pai. Meu primeiro filho, Carlos Leonardo, nasceu em 1975, exato ano em que entrei na empresa”, conclui.


Movimentação

No momento

06navios atracados no porto público

06navios atracados

Toneladas em operação

231.036no último trimestre

1.071.474neste ano

Tábua de marés

Em manutenção.

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