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16 de outubro de 2018

Quando o Porto do Recife completou 100 anos: retrato desse dia histórico

Foto: Bárbara Valdez
Quando o Porto do Recife completou 100 anos: retrato desse dia histórico

Muita expectativa existe em torno do centenário de uma companhia, afinal, é o momento para refletir sobre a construção de negócios de mais de uma geração. No Porto do Recife isso não poderia ser diferente. O dia 12 de setembro de 2018 marca os 100 anos de atividades comerciais deste ancoradouro que sempre esteve presente na capital pernambucana.

Sobre o evento

A comemoração foi celebrada em clima solene, com evento realizado no período da manhã, na área do estacionamento local, onde estavam reunidos funcionários da casa, profissionais em cargos comissionados, bem como autoridades.

Entre as personalidades convidadas: o Capitão dos Portos Maurício Bravo e o secretário de desenvolvimento econômico do Estado, senhor Antônio Mário da Mota. O presidente do Porto de Suape, Carlos Vilar, também participou da celebração. Este, na verdade, é um dos mais queridos funcionários do ancoradouro recifense, mas está cedido temporariamente à outra companhia.  

O evento do centenário começou por volta das 7h30 e foi marcado pelo hasteamento de bandeiras, corte do bolo e discursos que ressaltaram a força da empresa mesmo em tempos de crise. O momento contou ainda com a presença do Corpo Musical do Corpo de Bombeiros.

Na ocasião também foi homenageado o senhor José Geraldo Borges, um dos funcionários mais antigos da área portuária, com 52 anos de atuação, e lotado no setor de Patrimônio. Junto com o secretário Antônio Mário, aquele descerrou a placa que marca o centenário do ancoradouro e está posicionada na frente do prédio administrativo.

A equipe diretiva aqui do Porto do Recife presente no evento, bem como a representante do sindicato, foi:

— Marco Dubeux (diretor comercial e de operações);

— Césio Costa (diretor administrativo e presidente interino);

— Cíntia Nogueira (diretora de projetos e obras);

— Virgínia Melo (presidente do Sindicato dos Portuários Vinculados em Segurança, Manutenção, Administração, Operadores de Equipamentos e Operadores Portuários de Pernambuco).

Por dentro do Porto do Recife — entre 1918 e 2018

O Porto do Recife é um marco para a capital pernambucana, afinal é a partir dele que surge a cidade. Ao longo do tempo, várias mudanças ocorreram na companhia, reflexo das modificações implementadas na zona urbana. Essas variações estão relacionadas, entre outras coisas, aos tipos de embarcações atracadas e produtos mais movimentados.

Cenário atual

Na comemoração do dia 12 de setembro de 2018 estavam presentes no cais sete embarcações, sendo cinco de bandeira nacional e duas estrangeiras. As primeiras fazem o abastecimento e transporte de mercadorias entre o arquipélago de Fernando de Noronha e Recife e as demais eram cargueiros de grande porte — o navio Georgia, das Ilhas Marshall, veio para embarcar mais de 23 mil toneladas de açúcar e o Apogee Spirit, bandeira panamenha, desembarcou seis mil toneladas de malte.

Atualmente, a faixa de cais operacional aqui do porto tem 1,8km e nela conseguem atracar embarcações de diferentes tamanhos ao longo dos berços zero e seis. As principais são graneleiros, cargueiros e de guerra (em relação à Marinha do Brasil).

Os produtos mais movimentados pelo Porto incluem principalmente granéis sólidos, a citar açúcar, cevada, milho e trigo, além de produtos como barrilha e fertilizante. Até o primeiro semestre do ano do centenário foram movimentadas quase 600 mil toneladas em cargas, sendo destas 447.565 ton em importação e 146.932 ton em exportação. Os três produtos em destaque foram barrilha, fertilizante e trigo, em ordem decrescente.

Cenário em 1918

Comparando com o período de 100 anos, algumas mudanças são claras, seja em relação à infraestrutura ou nas mercadorias negociadas. À época, a faixa de cais arrendado era de quase 830 metros, o calçamento era em paralelepípedo e existiam linhas férreas na área interna.

Sobre as cargas, a movimentação maior era de couro seco, fumo, farinha de mandioca, manteiga, azeite e açúcar (movimentado até hoje). A quantidade também era bem diferente da dos dias atuais. Enquanto hoje são milhares de toneladas em mercadorias, o volume em 1918 ficava na casa das dezenas ou apenas em alguns quilos.

Ao longo de 100 anos, o nosso porto vem sendo cenário das mais diversas histórias e operações comerciais. Que este primeiro século como porto organizado seja apenas a jornada inicial para uma empresa que teve um papel decisivo na construção da cidade do Recife.


Galeria: Festa do Centenário do Porto do Recife

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Movimentação

No momento

07navios atracados no porto público

07navios atracados

Toneladas em operação

286.038no último trimestre

1.068.471neste ano

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