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Recife ganha
visibilidade por ser o primeiro a receber dragagem
Da reportagem PortoGente
17-03-2009
Depois
de mais de 15 anos sem sofrer nenhuma intervenção
em seu
calado, o Porto de Recife (PE) finalmente deu início
à
dragagem de aprofundamento de seus berços e do canal de
acesso
ao cais. Dentro de quatro meses, o complexo terá
profundidade de
11,5 metros. Hoje, a situação está
tão
crítica que o calado do porto varia. O mínimo em
alguns
trechos é de 6 metros e o máximo não
passa de 8,5
metros. Mais de dois milhões de metros cúbicos de
sedimentos serão retirados do mar, dando um fôlego
extra e
possibilitando maior movimentações de cargas.
O
presidente
do Porto de Recife, Alexandre Catão, não
esconde o otimismo gerado pela dragagem de aprofundamento, a primeira a
sair do papel dentro do Programa Nacional de Dragagem (PND), elaborado
pela Secretaria Especial de Portos (SEP) e que conta com recursos do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Ciente de
que esta “sopa de letras e siglas” foi a
responsável
pelo sucesso da recuperação do porto recifense,
Catão já contabiliza os lucros a serem obtidos
com a
dragagem. Armadores estão de olho no que Pernambuco pode
lhes
oferecer.
“Há
dois anos, quando assumi o porto, diziam que minha
única saída seria fechá-lo, pois ele
estava no
caixão. Recuperamos o que podia, focando primeiramente nos
acessos aquaviário e terrestre. Falta pouca coisa a ser
feita no
segundo tópico e, no primeiro, a draga HAM 309
está
operando perfeitamente. É uma máquina robusta.
Estou
recebendo ligações de armadores interessados em
saber o
que Pernambuco lhes reserva de bom. Ou seja, sermos os primeiros a
dragar pelo PND nos trouxe ainda mais visibilidade”, disse
Catão, com exclusividade ao PortoGente.
O
presidente
do porto confessou, entretanto, que seu esforço
para a dragagem sair do papel foi grande. A ponto da entrevista sobre o
tema ter sido concedida no último domingo (15), enquanto
voltava
do porto e momento depois dele ter conversado com o ministro dos
Portos, Pedro Brito, sobre o assunto. Alexandre Catão,
literalmente, debruçou-se sobre o tema, participando de
audiências públicas e de reuniões para
discutir os
impactos ambientas da obra. Esteve em Brasília por diversas
oportunidades para discutir os rumos da
licitação. Hoje,
colhe os frutos.
“O
novo terminal de passageiros só sairá do papel
porque a dragagem está sendo realizada. Sem ela, os navios
nem
teriam como atracar em Recife, na área em que pretendemos.
Será uma estrutura única, com área de
compras e de
alimentação, estacionamento exclusivo para
ônibus e
carros, a construção de uma passarela que
permitirá uma visão maravilhosa da
área
portuária, enfim, um projeto espetacular e que se
tornará
referência em termos de arquitetura. Levarei a proposta de
nosso
terminal para São Paulo e a apresentarei aos
empresários
do Sudeste”.

Recife será o primeiro dos portos
brasileiros contemplado pelo Programa Nacional de Dragagem
Os
planos
para o Porto de Recife
começam a se tornar realidade por
conta de uma embarcação, de nome HAM 309.
Disponibilizada pela empresa Somar,
vencedora da licitação, a draga possui 124 metros
de
comprimento, tem capacidade para armazenar 4.890
metros cúbicos
de sedimento e se deslocará em uma velocidade de 15
nós, o equivalente a 27 km/h.
Deve retirar do
fundo do mar 600 mil metros cúbicos de sedimentos por
mês. A obra abrange canal
de acesso, bacia de evolução e os
berços de atracação no trecho que vai
do
terminal açucareiro ao Armazém 9.
“A
obra vai
possibilitar uma redução de até 30% no
preço do frete para cargas embarcadas e
desembarcadas, pois a dragagem vai capacitar o porto a receber
embarcações de
maior porte, incrementando a demanda já existente e ajudando
a diversificar as
cargas. Não estamos dispostos a fazer algo comercialmente
viável. O porto
estava estagnado e sem diretriz. Hoje, encontra-se bem melhor e com
margem para
outras mudanças. Quero acelerar o processo de
revitalização dos armazéns 10 ao 17”,
antecipa o presidente do
porto.
Assista
a matéria do
NE TV Pernambuco
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