|

|
|
Home
O
Porto
Porto
Datam
de
1815 as primeiras iniciativas para a realização
de melhoramentos no antigo ancoradouro do Recife. No decorrer do
século XIX foram elaborados diversos projetos, sem que a
execução
contudo prosperasse.
Somente em
1º de julho de 1909, com a publicação do
Decreto nº. 7.447, a empresa Societé de
Construction du Port de Pernambuco foi autorizada a construir as novas
instalações, compreendendo, 2.125m de cais e
três armazéns.
A entrada em
operação comercial ocorreu em 12 de setembro de
1918. Pelos Decretos nºs 14.531 e 14.532, ambos de 10 de
dezembro de 1920, ficou definida a transferência da
concessão do porto para o governo estadual, que deu
prosseguimento às obras da sua
implantação, concluindo mais cinco
armazéns, um galpão e começando o
prolongamento do cais. Essa concessão foi revista e aprovada
pelo Decreto nº. 1.995, de 1º de outubro de 1937, e
encampada, posteriormente, pelo Decreto nº 82.278, de 18 de
setembro de 1978, pela Empresa de Portos do Brasil S.A
(Portobrás), extinta em 1990, passando o Porto do Recife
à administração da União
até maio de 2001.
A partir de
1º de junho de 2001, através do Convênio
de Delegação nº. 02/2001, firmado entre
o Governo do Estado de Pernambuco e a União Federal passa a
administração e exploração
do Porto Organizado do Recife a ser realizada pelo Estado de Pernambuco
por intermédio da empresa Porto do Recife S.A.

Olinda & Recife II
Por Leonardo
Dantas Silva - Instituto Ricardo Brennand
O Povo dos Arrecifes era coisa do passado. O primitivo
porto, após a retirada dos invasores flamengos, veio a ser
disputado até pelos governadores que teimavam em ocupar o
Palácio de Friburgo, construído em 1642 pelo conde Nassau
na primitiva ilha de Antônio Vaz, deixando de prestar
assistência à sede da capitania, Olinda, motivando assim
os reclamos junto ao rei de Portugal.
A riqueza súbita dos habitantes do Recife, apelidados de
mascates pelos naturais de Olinda, fez do antigo porto um núcleo
de progresso, por vezes ofuscando a capital de Pernambuco e
contrariando os senhores da terra. Fato notório para
comprovação de tal progresso seriam as
construções religiosas do final do século XVII,
algumas delas hoje consideradas verdadeiras jóias de nossa
arquitetura colonial. É deste período o início das
edificações das igrejas dos Jesuítas (1655), Nossa
Senhora da Penha (1655), Santo Amaro das Salinas (1681), Convento do
Carmo (1667), Capela Dourada (1696) e Ordem Terceira do Carmo (1696),
na ilha de Santo Antônio, que, juntamente com as igrejas de Nossa
Senhora do Pilar (1680-86, restaurada entre 1898 e 1906) e Madre de
Deus (1679), são testemunhos de uma época de fausto e
riquezas.
Continua na próxima
página
|
|