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Porto do Recife volta a operar contêineres
10-10-2011
O Porto do Recife recebeu, na manhã desta segunda-feira (10), o
navio Maestra Mediterrâneo, a primeira embarcação,
depois de sete anos, a atracar no ancoradouro recifense trazendo
contêineres. “Esta operação inaugura uma nova
etapa do Porto, reafirma o momento de crescimento que estamos
vivendo”, comemora o diretor presidente do Porto, Pedro Mendes. O
Maestra atracou no cais 02, às 5h, com 137 contêineres de
cargas diversas, trazido pela operadora Rodrimar. No total,
serão desembarcadas 3,5 mil toneladas.
Além do desembarque, outros 20 contêineres serão
embarcados no navio que seguirá para o Porto de Santos. “A
previsão total de operação é de 12
horas”, afirma o gerente regional da Rodrimar, Fábio
Saboya. Serão 11 contêineres por hora, uma média
considerada boa para esse período de retomada. O navio, do
armador Maestra Line, vem de Salvador (navegação de
cabotagem) e entrar no Porto com 7,8 metros de calado.
Antes de retomar as operações com contêineres, o
Porto do Recife poderia ser considerado um porto sazonal. A
movimentação dependia dos períodos de safra de
grãos e do açúcar, principais produtos de embarque
e desembarque do ancoradouro. “Na época de chuvas e
entressafra a movimentação do cais e a receita do porto
caem consideravelmente. A volta dos contêineres irá trazer
navios e gerar receita o ano inteiro”, avalia Mendes.
O Porto do Recife se preparou bastante para este momento. O Governo de
Pernambuco investiu na pavimentação das vias internas,
via de acesso ao Porto e construiu um pré-gate, uma
espécie de estacionamento de caminhões que serve para
fiscalizar e organizar o trânsito de veículos de grande
porte no Porto. “Voltar a operar contêineres significa ter
uma movimentação muito maior de caminhões entrando
e saindo do Porto. Pensando em não prejudicar ainda mais a
mobilidade do Recife, restringimos o horário de carga e descarga
de caminhões. Essa movimentação será feita
preferencialmente das 23h até 4h da manhã”, conta
Pedro Mendes, lembrando que o Porto precisa ter uma boa
relação com a cidade. “O Porto do Recife é
um porto urbano e não pode agredir a cidade, então nos
reunimos com a CTTU e a Rodrimar para definir estratégias que
gerassem menos impacto para o Recife”, afirmou.
Infraestrutura - O
Porto do Recife tem quatro pátios de concreto protendido, que
juntos somam uma área de 58 mil m² para armazenamento de
contêineres, sendo 15 mil m² são alfandegados. Isso
significa que o Porto do Recife tem capacidade de armazenar 6 mil teus
(medida referente a um contêiner de 20 pés)
simultaneamente.
A Rodrimar começou a operar em junho deste ano no Porto do
Recife. A empresa paulista investiu R$ 10 milhões em
equipamentos e tecnologia para trazer contêineres novamente ao
Porto.
História -
Desde o dia 20 de maio de 2004, quando o navio MERCOSUL Palometa, de
bandeira liberiana, atracou no cais de número 03 que o Porto do
Recife não recebe mais embarcações com
contêineres. “Em 2002, houve uma considerável
redução da movimentação de
contêineres no Recife, data que coincide com o início das
atividades do terminal em Suape”, conta Mendes. Durante o ano de
2001, o Porto do Recife movimentou 365 mil toneladas, no ano seguinte
foram apenas 76,8 mil toneladas, uma redução de quase
79%. Em 2003, por conta de um problema trabalhista, as
operações voltaram com carga total ao Porto do Recife,
mas em 2004, quando a foi solucionado o entrave ocorreu novamente o
esvaziamento.
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