A gaiola de desembarque dos passageiros no Porto do Recife
Você sabia que lá pela década de 1900 o Porto do Recife tinha uma forma inusitada de trazer os tripulantes para terra firme?
Os passageiros de navios que chegavam no ancoradouro viviam uma pequena aventura para conseguir desembarcar. Eles tinham que entrar em uma espécie de gaiola de pano para chegar até uma embarcação menor, daí eles eram levados ao cais da Lingueta e, depois, para a Praça Rio Branco, hoje transformada no Marco Zero.
Isso acontecia por que, antes do período de reforma do porto, iniciada em 1911 e concluída em 1923, os navios de maior calado tinham que fundear fora da barra, numa área chamada de “lamarão”, termo que aparece pela primeira vez em 1579, quando uma flotilha, comandada por Frutuoso Barbosa, capitão-Mor da conquista da Paraíba, surgiu em Pernambuco e fundeou no referido local.
Os navios acima de 25 pés ficavam fundeados nas “Laminhas”, ficando os botes, escaleres, canoas, jangadas e barcaças responsáveis pelo transbordo de cargas e pessoas para terra. Depois de 1923, o desembarque já podia ser feito em terra firme. O espetáculo do “lameirão” ficou no passado.

















