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21 de julho de 2016

A história e as curiosidades sobre o navio-escola Sagres

Foto: Coordenadoria de Comunicação e Imprensa
A história e as curiosidades sobre o navio-escola Sagres

Entre as velas do navio-escola português Sagres já passaram muitos ventos, história e estórias. A embarcação já pertenceu a três nações desde que foi construída na Alemanha, em 1937, e serviu como navio-escola da Marinha daquele país até o final da Segunda Guerra Mundial em 1945. "Os países aliados derrotaram a Alemanha nazista e ficaram com o navio que passou a pertencer aos Estados Unidos da América. Três anos mais tarde, os Estados Unidos cederam o navio à Marinha do Brasil e ele passou a se chamar Guanabara com a missão de formar alunos da Marinha no Rio de Janeiro. Em 1961 ele foi adquirido por Portugal para substituir a antiga Sagres e, desde então, vem formando cadetes da Marinha Portuguesa", explicou o comandante António Gonçalves.


O que pouca gente sabe é que o vínculo do navio Sagres com o Porto do Recife é bem antigo e emblemático. Quando a embarcação saiu do Rio de Janeiro para Lisboa, em 1962, já com a bandeira portuguesa, o Porto do Recife foi o primeiro ponto onde o Sagres fez escala antes de chegar a Portugal. "Outra curiosidade que também reforça este laço do navio Sagres ao Porto do Recife é que este foi o único porto que a embarcação visitou com as três bandeiras, Alemã, Brasileira e Portuguesa. Isso já faz da cidade do Recife uma referência histórica para o Sagres", revelou o comandante.

 

Outros elementos e números marcam a história do navio. Somente com a bandeira portuguesa, a embarcação já visitou 166 portos em mais de 60 países. De acordo com o comandante Gonçalves, o Sagres já cruzou o Equador 32 vezes e deu diversas voltas ao mundo nesses 54 anos em que serve à bandeira portuguesa. "Os números associados a este navio são sempre esmagadores. Tanto que ele é o navio mais condecorado da Marinha de Portugal. Além de ser o único navio da nossa marinha a ser condecorado por um governo estrangeiro, como aconteceu no último dia 04 de julho quando estivemos em Cabo Verde, na África", comemorou.

 

No balanço do Mar

 

Uma descoberta acidental no século XIX levou os produtores de vinho em Portugal a embarcarem o produto nos navios. "Naquela época perceberam que os vinhos do tipo madeira, moscatel e do porto - que eram transportados por muito tempo em veleiros mercantes, sobretudo os que cruzavam o Equador - ficavam mais saborosos do que os vinhos, da mesma colheita, que eram armazenados em cave. São chamados de vinhos generosos e por esse motivo são bem mais caros", disse o comandante. Desde o ano de 2000 que o Sagres - com o intuito de valorizar a cultura e produtos de Portugal ? passou a transportar com regularidade os barris de vinho. "O vinho que embarcamos aqui no ano 2000, quando o navio veio ao Brasil por ocasião dos 500 anos do descobrimento do país, ainda não está no mercado e isto pressupõe um valor crescente deste produto por estar ligado à viagem e à data histórica", exemplificou António Gonçalves.

 

Embaixada flutuante

 

Como resultado de uma parceria entre o Comitê Olímpico de Portugal e a marinha portuguesa, o navio será a Casa de Portugal no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos. "Todos os eventos relacionados à participação dos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos serão realizados a bordo. A Casa de Portugal será inaugurada no dia 04 de agosto e a partir desta data realizaremos eventos, workshops, visitas, coletivas de imprensa e divulgação de diversos produtos portugueses de empresas que se associaram a este projeto", finalizou o comandante.


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