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08 de janeiro de 2016

Boas novas no Porto do Recife

Foto: Folha de Pernambuco
Boas novas no Porto do Recife

Operação do Terminal de Granéis Líquidos será licitada


Boas novas no Porto do Recife

 

PROCESSO licitatório do arrendamento provisório está sendo formatado com a Antaq

 

Com crescimento da receia da ordem de 21%, em 2015, diante o ano anterior, o Porto do Recife planeja ampliar e diversificar ainda mais suas fontes este ano. A administração quer licitar a operação do seu único Terminal de Granéis Líquidos. A área era gerida pela Petrobras e foi requisitada pelo ancoradouro, que prevê lançamento de uma licitação simplificada até o segundo trimestre do próximo ano. O arrendamento deve render um adicional próximo a R$ 200 mil mensais ao terminal. A tancagem tem capacidade para 25 mil toneladas de óleo pesado, que abastece navios e termelétricas, o mesmo produto utilizado na operação anterior. O espaço será mais uma alternativa para as empresas, que poderão importar o combustível trazido por navio e distribuído pelo modal rodoviário. Há dez anos a Petrobras não opera granéis líquidos pelo cais. A entrada e saída do óleo eram feitas por caminhões. “Com a recuperação do terminal calculamos um ganho total de aproximadamente R$ 400 mil, contabilizando as receitas portuárias da atracação de navios”, projetou o presidente do porto, Olavo de Andrade.

 

O processo licitatório está sendo formatado com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mas poderá ser conduzido pelo próprio Porto, uma vez que se trata de um arrendamento temporário de até 60 meses. De acordo com Andrade, pelo menos oito empresas já demonstraram interesse na operação. Além dessa nova área, a administração quer licitar outras já em operação, a exemplo dos terminais de trigo, de barrilha e de coque, para atualizar valores defasados. No campo das receitas, ainda estão outras prováveis atualizações de contratos das áreas já arrendadas. A principal meta para este ano, entretanto, é garantir a dotação financeira de R$ 80 milhões no orçamento federal, parte dos R$ 140 milhões totais para as obras de ampliação e reforço dos cais 7 ao 10, permitindo a atracação de navios no Terminal Marítimo de Passageiros (TMP). A licitação já está pronta desde 2013, vencida pela Galvão Engenharia, e ficou pendente aguardando a liberação de recursos da Secretaria de Portos (SEP), onde estão centralizados os processos. “A obra é fundamental até para o arrendamento do TMP”, avaliou Andrade, se referindo a outra licitação travada pela SEP. Para resolver as questões de profundidade, a administração também espera a dragagem interna e do canal de acesso externo, cujos estudos estão sendo concluídos pela SEP. “Prejudica a movimentação de carga. Navios de açúcar, por exemplo, são carregados apenas em parte aqui e completados em Alagoas”, acrescentou.


Débitos reduzidos pela metade em 2015

 

No primeiro ano à frente do Porto do Recife, Olavo Andrade comemora os bons resultados como parte do empenho feito ano passado para ‘arrumar a casa’. “Reduzimos 37% das despesas, cerca de 20% com prestação de serviços, e tivemos o melhor desempenho no contingenciamento pela Controladoria do Estado. Também reduzimos nosso débito pela metade, de R$ 8 milhões no começo do ano para atuais R$ 4 milhões”, destacou o gestor. Com balanço contábil ainda sendo fechado, o gestor destaca, no ano passado, o incremento de 138% nos resultados da armazenagem, atividade responsável por cerca de 40% da receita total. O resultado é atribuído, sobretudo, ao entreposto aduaneiro na área portuária, onde as empresas podem manter cargas importadas armazenadas pelo período de um ano (renovável por mais um) sem cobrança de tributos para nacionalização. Em período de crise, essa possibilidade foi atrativa ao empresariado. A movimentação de carga caiu 6,7% em relação a 2014. “Foi uma queda pequena considerando o cenário, porque o número maior de exportações, pela alta do dólar, equilibraram o volume”, detalhou Andrade. No total, foram movimentados 1,4 milhão de toneladas em 2015. Impulsionada pelo polo cervejeiro, a movimentação de cevada cresceu 41%, o açúcar granel, 20%, e a barrilha, matéria-prima utilizada pela indústria vidreira e pela produção de saponáceos, 9%. O aço/ferro tiveram incremento de 70%.


Fonte: Folha de Pernambuco


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