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23 de julho de 2014

Exportação virtual produz superávit

Foto: Assessoria de Comunicação do Porto do Recife
Exportação virtual produz superávit

As “exportações virtuais” do setor naval voltaram a salvar as exportações de Pernambuco. A divisão de petróleo e gás do grupo americano General Eletric (GE), a GE Oil & Gas, instalada no Porto do Recife desde novembro, entregou equipamentos à Petrobras para uso no pré-sal. Mas a estatal, assim como faz com plataformas de petróleo, registrou tudo no exterior para pagar menos impostos. Como resultado, a GE virou a maior exportadora do Estado em 2014, até maio. Ao menos no papel, 28% de todas as exportações de Pernambuco saíram da empresa para a Holanda, embora na prática os equipamentos nunca tenham deixado o País.

A exportação virtual da GE bateu US$ 121 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com ela, o Estado acumula alta de 31,2% nas exportações, de janeiro a maio. Sem elas, haveria uma queda de 5,7%.

É uma operação curiosa, mas totalmente dentro das regras do Repetro, que dá benefícios fiscais à produção com foco na cadeia naval e de petróleo e gás. No final de dezembro passado, por exemplo, a plataforma P-62, produzida no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), foi exportada virtualmente para o Panamá. Sete operações desse tipo com plataformas no País, ano passado, fizeram a balança comercial brasileira fechar com superávit de US$ 1 bilhão. Sem elas, haveria um rombo de US$ 6,7 bilhões.

Voltando ao caso da GE, as operações no Recife mudaram o resultado das exportações, mas considerando toda a balança comercial apenas evitaram que o rombo acumulado no período de janeiro a maio, US$ 2,8 bilhões, fosse ainda maior.

O número se justifica porque, além de Pernambuco ser tradicionalmente importador, as compras no exterior que chegaram ao País pelo Estado foram turbinadas pela Petrobras. A companhia traz ao País, por Pernambuco, principalmente diesel e gasolina para consumo no Nordeste, um conjunto tão grande que no acumulado do ano chega a quase metade das importações do Estado, 45%, uma cifra de US$ 1,48 bilhões.

Entre os principais produtos exportados, estão compressores, açúcar e petroquímicos. Na lista de importações, além dos combustíveis, destacam-se químicos e automóveis.

 

Fonte: Jornal do Commercio – Publicado 23/07/2014


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