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06 de maio de 2014

Navio de guerra da Marinha Francesa aporta no Recife

Foto: Igor Bione/ JC
Navio de guerra da Marinha Francesa aporta no Recife


A embarcação já esteve nos mares durante o conflito na Líbia, em 2011, e ajudou no combate ao narcotráfico

Milenna Gomes

Foi uma parada breve, das 8h às 21h desta terça-feira (6), mas nada discreta. Os 125 metros de extensão do navio de guerra francês La Fayette poderiam até não ser vistos pelo lado de fora do Porto do Recife, na área central da cidade, no entanto impressionou convidados que tiveram oportunidade de conhecer de perto suas instalações. A embarcação já esteve nos mares durante o conflito na Líbia, em 2011, ajudou no combate ao narcotráfico e à pirataria e até serviu de locação para gravações de um dos filmes da franquia 007. Hoje, viaja pelo mundo sendo utilizado como escola para oficiais.

O La Fayette é uma fragata para multimissões. Isso significa que o navio pode auxiliar combates submarinos, na superfície e no ar (durante a visita ao Recife, inclusive, um helicóptero estava pousado na pista externa do barco). A possibilidade de, em um único lugar, desenvolver aptidões marítimas e anti-guerra atrai diversos marinheiros. A bordo estão 157 tripulantes de 18 nacionalidades (algumas mulheres). Vinte e sete embarcaram como voluntários, aprendizes que encontraram no intercâmbio naval uma forma de aperfeiçoar habilidades de navegação.

Carioca e único brasileiro no navio, Lohan Lopes, 24 anos, conta que conseguiu ingressar na missão por se formar como o terceiro melhor da Escola Naval do Rio de Janeiro. O rapaz é segundo-tenente de operações, ou seja, trabalha diretamente com radares, antenas e comunicação do barco. Ele já está há dois meses e meio no mar, depois de pegar um voo até a França e partir de lá no BCP Mistral, navio que atua em conjunto ao La Fayette. Há apenas seis dias mudou de "casa". "A outra embarcação seguiu viagem por ser maior e autônoma. Nós tivemos que abastecer", explica o motivo da rápida passagem por Pernambuco.

Para ele, muito mais que dificuldades técnicas, as barreiras culturais são as mais difíceis de transpassar. "Eu não dominava bem a língua e as pessoas são diferentes, por isso foi complicado no início. Com o tempo, melhorou. Essa vivência é muito importante para entender como funciona a Marinha Francesa. Estou aprendendo muito", avalia. Mas nem tudo é obstáculo. Conhecer lugares nunca antes imaginados faz parte da rotina dos marinheiros. Eles têm a liberdade de sair do navio ao aportarem em um dos destinos. Até agora, já passaram pela África, Ilha de Santa Helena (que pertence ao território britânico e é uma das mais isoladas do mundo), Rio de Janeiro e Recife. Vão agora navegar pelo Atlântico Norte, alcançar os Estados Unidos, Canadá e voltar para a Europa.

 

NAVIO - O passeio pelo interior do barco é um pouco confuso, mesmo com os direcionamentos de Lohan e outros oficiais. São diversas passagens, subidas e descidas, corredores estreitos, metal, botões e escadas pouco recomendadas para pessoas desajeitadas. Claustrofobia, definitivamente, não pode ser um problema para os marinheiros. Eles passam meses no mar e a proposta da missão é treinar os homens, justamente, para situações ainda mais adversas. O barco oferece essa segurança. Construído em 1996, começou a navegar como um dos mais tecnológicos da época. O design arrojado e o material com que foi montado não permite que ele seja detectado por radares, por exemplo. Ainda hoje é considerado moderno, segundo o capitão Serge Bordarier. Em breve, entre cinco e seis anos, vai passar por uma boa revitalização.

Fonte: JC Online – Publicação 06/05/2014


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