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12 de setembro de 2013

Porto do Recife chega aos 95 anos de existência

Terminal portuário tem história de turbulências e inovações

APESAR da idade, agenda é lotada durante todo o ano, com navios de várias partes do mundo

Tatiana Notaro

A existência do Recife está diretamente ligada à sua zona portuária e, na verdade, aquele espaço é seu verdadeiro núcleo: foi em volta dele que a Cidade tornouse o que é. Hoje, faz 95 anos que o Porto do Recife se tornou um terminal organizado e iniciou sua turbulenta trajetória como empresa – do sustento pelas mãos da extinta estatal Portobrás até precisar sobreviver com a própria receita. Na narrativa do atual diretor Comercial e de Operações e ex-presidente do ancoradouro, Carlos Vilar, são 95 anos de arquivos e 38 de testemunho. Se um dia a ideia era encerrar as atividades, hoje o Porto se orgulha de seus armazéns lotados. “Sou portuário, olho muito para a carga e temos de todos os tipos aqui”, disse. Naquele tempo, depois de obras, a então concessionária Societé Construction du Port entregou o equipamento a Pernambuco, que foi autarquia estadual até 1979. “Foi quando o Porto foi encampado pela Portobrás. Virou administração federal”, relembrou o diretor. Naquele período, o dinheiro vinha dos cofres da União e a folha de pagamento incluía 600 empregados. “Até então, recebíamos subsídio da Portobrás, inclusive para despesas de custeio. Com a extinção, ficamos sob gestão da Companhia Docas do Rio Grande do Norte. Cadê dinheiro?”, narrou. Foram dez anos – de 1990 a 2000 – de contas que não fechavam. A partir de 1993, quando veio a Lei 8.630/93 (que foi revogada pela 12.815/2013) que determinava que os portos tinham de sair das operações diretas. “Nós fazíamos as descargas (do navio até o cais, depois para pátios e armazens) e precisamos passar a atividade para o operador pré-qualificado. Ficaram vários empregados sem função”, detalhou Vilar. O dinheiro ficou insuficientes tanto para indenizações quanto para pagar os salários. Uma das saídas veio a partir de 1994, quando o Porto começou a arrendar suas áreas: era dinheiro entrando e menor necessidade de mão de obra própria. Carlos Vilar, que presidiu o Porto do Recife entre 1990 e 2000, lembrou que o momento mais difícil aconteceu com as “ideias de algumas cabeças pensantes de que o terminal seria desativado”. “Ia virar um complexo imobiliário, mas já em 1979, quando estavam tocando o projeto de Suape, havia a intenção de modernizar o Recife para atender à demanda que surgiria com a operação do novo porto”, acrescentou. Com a nova obra, foram construídos cais, dois armazéns e pátios. “A economia de Pernambuco sempre esteve em torno do Porto do Recife em uma relação histórica, econômica e emocional, e eu imagino o prejuízo que teria o Estado se não tivesse cuidado do seu porto”.

Rejuvenescimento com projetos modernos

Próximo de completar um século, o Porto do Recife está rejuvenescendo com projetos modernos e que o transformará num dos principais centros de turismo do Nordeste. Perde parte do ancoradouro dos navios, mas está ganhando museu, polo gastronômico entre outras novidades que estão em curso. No próximo dia 13 de outubro, começa a operar o seu terminal de passageiros, com a chegada do primeiro navio. Embora ainda com um “plano B”, em parceria com a Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) e a Prefeitura do Recife, o início da atividade dará outros ares aos turistas que chegam ao Recife por via marítima, porque o que antes era feito em meio a cargas e sem a devida segurança, passará a ter um equipamento estruturado, resultado de um investimento de R$ 28 milhões. A operacionalização efetiva do terminal aguarda edital da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a inauguração oficial depende da agenda do governador Eduardo Campos e da presidente Dilma Rousseff. “Eu vejo o Porto como uma empresa totalmente viável, assumindo sua função complementar a Suape”, apontou o presidente do Porto do Recife, Rogério Leão. Citando o polo em desenvolvimento na Mata Norte do Estado, Leão disse que “o Porto do Recife se insere como uma luva, e passamos a ter muita representatividade”, argumentou. Já o início das obras de recuperação estrutural dos cais 6, 7 e 8/9, já licitadas, aguarda recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP), na ordem de R$ 140 milhões.

Saiba mais
OBRA – Foi na obra de 1979 que o Porto do Recife ganhou novos cais, os armazéns 5 e 6 (cada um com 7,5 mil m²) e 65 mil m² de pátio. Ganhou também mais mil metros lineares para que pudesse ser feito o cais de estaca.

Fonte: Folha de Pernambuco (12/09/13)

 


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