11 de mar�o de 2013
Porto do Recife recebe primeira carga de pás eólicas
O Porto do Recife participa, a partir do recebimento da carga de 69 pás de hélices que integram as torres de energia eólica, de uma operação de logística complexa e de alto valor agregado. As pás são grandes peças com cerca de 40 metros de comprimento, leves e sensíveis. Esse é o primeiro descarregamento de 360 peças que foram encomendadas pela Chesf à Impsa para a instalação de um parque eólico em Casa Nova, Bahia, município vizinho a Petrolina, no Sertão do São Francisco.
A presidente do Porto do Recife, Marta Kümmer, classifica o descarregamento das pás como a comprovação de algumas qualidades do tradicional porto pernambucano. “Temos águas tranquilas, equipamentos apropriados e localização estratégica para esse tipo de operação”, resume Marta Kümmer. O descarregamento e armazenagem das pás representam uma receita aproximada de R$ 500 mil.
O Porto do Recife se credencia, com essa carga, a participar como porto para o recebimento dos equipamentos que, no futuro, serão necessários para a instalação dos diferentes parques de energia eólica no país. Dados da Agência Nacional e Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica) comprovam que o maior potencial de locais para a instalação de parques eólicos está na região Nordeste, em especial na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
As pás que chegaram no navio Richards Bay, com bandeira da Libéria, vieram de Houston, Estados Unidos. A carga está avaliada em R$ 75 milhões e é o primeiro de seis embarques que chegarão até outubro, a cada 40 dias. Ao todo, serão 360 peças destinadas ao Parque Eólico de Casa Nova, que terá 120 torres.
O Porto do Recife considera a carga de projetos destinados a montagem de parques eólicos e grandes indústrias uma operação prioritária. O porto se apresenta como cais preferencial para os grandes empreendimentos no polo de desenvolvimento Norte, como a Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), a fábrica da Fiat e as sistemistas que devem seguir a montadora. As empresas do polo farmacoquímicos terão como argumento extra o fato da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) ter definido o Porto do Recife como entreposto estratégico.
A operação para o recebimento das pás para os parques de energia eólica contou com uma articulação envolvendo também a Receita Federal. O diretor Comercial e de Operações interior, Carlos Vilar, disse que houve um entendimento para a antecipação do alfandegamento do pátio 3/4, de 15 mil metros quadrados. O Porto do Recife segue os protocolos da Receita Federal para a expansão dos pátios e armazéns alfandegados. “Eles são necessário porque estamos tendo grande procura de nossos parceiros”, comentou Carlos Vilar.

















