Porto do Recife volta a receber milho importado
Foto: Coordenadoria de Comunicação e Imprensa
A crise econômica está criando oportunidades para o Porto do Recife. Com taxas de
câmbio mais atrativas, o ancoradouro está recebendo cargas que há anos não
passavam pelos terminais. O exemplo mais emblemático é o milho vindo da
Argentina. Desde os anos 1990 que o produto era adquirido internamente e por
via rodoviária. Neste ano, já chegaram três carregamentos do tipo ao estado,
totalizando 75 mil toneladas do produto descarregadas. Até dezembro a
expectativa é de que o volume chegue a 200 mil toneladas. O produto atende a
demandas da avicultura do Nordeste e das empresas da indústria de cuscuz.
"Todo o milho que
circula no país era por via rodoviária pois vinha dos estados do Centro-Oeste
do país. O câmbio criou a oportunidade de se trazer o produto da Argentina. Se
tornou mais viável economicamente e seguro", pontou o diretor Comercial e
de Operações do Porto do
Recife, Carlos do Rêgo Vilar. Um novo carregamento do produto está chegando
ao estado até o final deste mês.
Outro produto que vem crescendo em operação no porto é o
malte de cevada. "Fechamos 2015 com 185 mil toneladas, contra 130 mil
toneladas em 2014". Toda a cevada que atende às indústrias do polo
cervejeiro, que está em operação no estado, é atendido via Porto do Recife. "Também
tivemos crescimento na operação de barrilha, matéria-prima para indústria do
vidro. São produtos que têm crescido anualmente", pontuou Vilar.
Em 2015 foram
movimentadas 326 mil toneladas de barrilha. No ano anterior, o total foi de 300
mil toneladas. A média movimentada deste produto até 2013 era de 180 mil
toneladas/ano. "As operações somadas à exportação de açúcar, que ainda é
muito forte no nosso ancoradouro já fizeram com que o porto registrasse um
crescimento de 31,6% na receita e janeiro a maio deste ano, com relação ao
mesmo período do ano passado", comemorou o diretor. Em
Leilão
Termina hoje o leilão eletrônico realizado pela Bunge
Brasil, empresa de alimentos e agronegócio com atuação nacional, para
comercialização de um moinho e um armazém localizados próximos ao Marco Zero,
no Recife Antigo. O lance inicial é de R$ 10
milhões e as ofertas podem ser feitas até às 14h no www.superbid.net.
Os dois projetos estavam inoperados há um tempo e por isso a empresa resolveu se desfazer do negócio. A empresa já possui operações no estado. No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca/PE, o grupo possui duas unidades: uma fábrica de margarinas e óleos, inaugurada em 1990, e um moinho de trigo, instalado em 2009, com investimentos de R$ 165 milhões, sendo considerado um dos mais modernos da América do Sul
Fonte: Diario de Pernambuco

















