Projeto Porto Novo participa da transformação do Bairro do Recife
O projeto Porto Novo é parte de uma grande obra na qual o
Porto do Recife devolve à cidade espaços antes dedicados à operação portuária.
O Porto Novo é um grande projeto de requalificação e reurbanização de espaços
nobres que vão dialogar e enriquecer as opções de lazer, cultura, arqueologia e
turismo do Bairro do Recife, com o Centro de Artesanato de Pernambuco, o Cais
do Sertão Luiz Gonzaga, o Terminal Marítimo de Passageiros com a Sala Pernambuco
e a reurbanização de todo o entorno desses equipamentos.
O Centro de Artesanato de Pernambuco, hoje, dispensa apresentações por ter se configurado como um sucesso de público e críticos. Transformar um armazém portuário em uma grande loja para a exposição do mais qualificado artesanato produzido no Estado, seguindo os rigores para a preservação da história do imóvel, construção eco-eficiente e curadoria na seleção das peças a serem expostas agradou especialistas do tema e visitantes interessados em artesanato. Além do mais, o Centro possui um restaurante-bar, liberou o passeio com vista para o mar, oferecendo ainda espaço para exposições e um pequeno auditório.
O Cais do Sertão Luiz Gonzaga será um centro cultural entre os mais modernos e está sendo construído ao lado do Centro de Artesanato de Pernambuco. O centro cultural será o primeiro equipamento no Estado totalmente construído dentro de uma concepção moderna de museu, repleto de recursos tecnológicos que serão capazes de proporcionar uma experiência interativa aos visitantes, a exemplo do que é apreciado no Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Futebol, ambos em São Paulo. O plano é oferecer endereço obrigatório a todos os interessados na obra de Luiz Gonzaga e, em especial, seu principal tema, o Sertão nordestino, com seu homem e sua natureza, o bioma Caatinga. A construção do Cais do Sertão Luiz Gonzaga representa um investimento de cerca de R$ 47 milhões.
Dentro do espaço do Porto do Recife, mais ao norte, o Terminal Marítimo de Passageiros com a Sala Pernambuco colocarão em um novo padrão o embarque, desembarque e trânsito de passageiros de navios de cruzeiro. O terminal será comparável ao saguão de modernos aeroportos e a sala Pernambuco um espaço comercial e gastronômico para que os turistas, em passagem pelo Estado, conheçam parte de nossas atrações em pouco tempo. A reforma dos armazéns e construção da Sala Pernambuco contam com recursos do governo do Estado e da Secretaria Especial de Portos (SEP). Os investimentos são da ordem de R$ 27 milhões.
O projeto Porto Novo analisou as reintegrações bem sucedidas de áreas portuárias, como a Estação das Docas, em Belém, no Pará, e o Puerto Madero, em Buenos Aires, Argentina. Um estudo preparatório para esse planejamento observou as falhas, adaptou a realidade de outras cidades à capital pernambucana e se pautou em captar o que é do interesse da nossa realidade e aperfeiçoar o que pode ser melhorado.
História
O Recife nasceu como um entreposto de Olinda, em razão do seu porto natural. A geografia permitiu a implantação de um modelo estratégico de cidade clássico entre os estrategistas portugueses: manter o centro administrativo no alto de um monte (Olinda), com visão para o mar e próximo ao porto (Recife). O Alto da Sé ainda oferece uma visão privilegiada de toda movimentação do tradicional porto pernambucano.
Com o tempo, ocorreu um aumento no número de casas em torno do porto. A comunidade de mascates e a atividade comercial propiciaram à elevação do entorno à condição de vila e depois cidade. Os rios foram as vias usadas para levar o açúcar ao porto, que escoava a produção para o exterior.
Hoje, Pernambuco tem dois portos consolidados. A atividade portuária que pede grandes pátios e cargas em volume nacional conta com o Porto de Suape. O Porto do Recife mantém atividades estratégicas para a economia pernambucana, complementares ao Porto de Suape. Parte da área que um dia foi a porta de entrada mais nobre do Estado, agora, pode ser devolvida ao Recife.
Investimentos no Porto Novo (*)
Centro de Artesanato Pernambuco – R$ 5 milhões
Terminal Marítimo de Passageiros – R$ 27 milhões
Cais do Sertão Luiz Gonzaga – R$ 62 milhões
Urbanização da área do Porto Novo – R$ 25 milhões
(*) dados a serem confirmados
Projeto Porto Novo Recife também transformará o Bairro do Recife
A transformação dos antigos armazéns de cargas é uma obra de impacto econômico e urbano. Os sete antigos armazéns (armazéns 9, 12, 13, 14, 15, 16 e 17) serão reformados para abrigar escritórios, restaurantes, bares, lojas de entretenimento e pontos comerciais. Nos novos espaços também serão construídos um hotel, uma marina internacional e um centro de convenções.
De acordo com a licitação, cada armazém deverá cumprir uma função. O armazém 9 deve ter a implantação, manutenção e exploração comercial de escritórios para desempenho de atividades comerciais compatíveis com o plano de desenvolvimentos da cidade. Serão escritórios modernos, com central de ar-condicionado eco-eficiente, gerador próprio de eletricidade, controle de acesso seguro e informatizado, circuito fechado de tevê e vagas com garagem privativas para todas as unidades.
Os armazéns 12, 13 e 14 vão ter restaurantes, bares, lojas de entretenimento e comerciais, espaços para exposições e eventos fechados. O armazém 15 terá hotel ou apartamentos de longa estada, com no mínimo 200 unidades, em padrão igual ou superior a três estrelas. O estabelecimento deverá ter restaurantes, lojas, bares, salas de reunião, piscina, academia de ginástica e número de vagas de garagem compatível. Os armazéns 16 e 17 terão centro de convenções integrado ao hotel, com capacidade mínima para quatro mil pessoas, com espaços modulares, para possibilitar o maior número de eventos possíveis.
Porto Novo Recife
Armazém 9– Lojas e módulos para escritórios
Armazém 11 – Central de Artesanato de Pernambuco
Armazém 12 – Centro de Convenções e restaurante
Armazém 13 – Restaurantes e escritórios
Armazém 14 – Cinema e Teatro
Armazéns 15, 16 e 17 – Hotel, marina e Centro de Convenções
Investimentos no Porto Novo Recife (*)
Investimentos privados na área arrendada – R$ 254 milhões
(*) valores a serem conferidos

















